segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Um domingo igual aos outros



Sem ônibus de graça, passageiros esperam nas paradas lotadas pelos poucos ônibus colocados pelos empresários

Com a suspensão da lei municipal 8.779/2010, a do ônibus de graça um domingo por mês com 100% da frota de 1.695 veículos circulando, passageiros, ontem, não saíram da rotina dominical: precisaram pagar a passagem após uma longa espera. Há quem tenha esperado pelo menos 30 minutos até conseguir transporte. Aos domingos, apenas 50% da frota está nas ruas. Algumas paradas estavam lotadas. Muitas pessoas duvidaram desde o início da aplicação da lei. Como não era surpresa, ninguém reclamou. Só quem não pagou a tarifa foram os passageiros que possuem gratuidade.

Além do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel), o transporte clandestino se deu bem com a suspensão da lei do ônibus de graça. Com apenas metade da frota nas ruas e muitos passageiros irritados com a espera, vans, micro-onibus e Kombis passavam a todo momento e lotados.

O primeiro dia da lei do ônibus de graça deveria ser ontem, mas o Setransbel contestou e pediu a suspensão da lei na semana passada. O pedido foi apreciado pelo juiz Marco Antônio Castelo Branco, da 2ª Vara de Fazenda Pública. O magistrado concedeu a suspensão na sexta-feira (25). O vereador Otávio Pinheiro já disse que vai recorrer.

A dona de casa Iraci da Silveira, de 45 anos, tem o costume de sair com as duas filhas, neta e marido aos domingos. Na manhã de ontem, a tradição não foi quebrada. Toda a família foi para a missa na Basílica Santuário de Nazaré. Foram e voltaram de ônibus. Nas duas viagens foi preciso esperar o transporte por vários minutos. "Sempre saímos para passear no domingo. Primeiro vamos à missa e depois, fazer outra coisa, como ir a alguma praça. Mas sabíamos que essa lei não ia funcionar. Se funcionasse, não teria ônibus na rua do mesmo jeito", comentou. Apenas uma das filhas de Iraci estava com esperança de conseguir pegar ônibus de graça.

O promotor de vendas Renan de Souza Pimentel, 18 anos, e a namorada dele, a estudante Evellyn Fonseca, conheciam a lei do ônibus de graça e também já previam o fracasso. Para o casal, os passeios de domingo seriam muito mais fáceis, com vários locais a serem visitados ao longo do dia. Mas como não havia mais a possibilidade de pegar vários ônibus sem pagar passagem, os planos foram reduzidos a uma visita à casa da tia de Renan e com hora para voltar para evitar longas esperas nas paradas à noite. No momento da entrevista, eles já esperavam no ponto por mais de meia hora. "Poderíamos ir para o bosque, praça, praia. Dava para fazer muitas coisas e voltar mais tarde sem medo, pois teria ônibus. Mas sabia que ia falhar", disse.

O Diretório Central dos Estudantes da Universidade da Amazônia (DCE Unama) e vários movimentos estudantis, começaram, na manhã de ontem, na praça da República, uma campanha de mobilização em favor da lei da catraca livre e contra o reajuste da tarifa, estimado para R$ 2,15. O presidente do DCE, Rogério Guimarães, adianta que de hoje, a partir das 8h30, na Unama da Alcindo Cacela, até sexta-feira (4 de março) haverá mais manifestações. A cada dia será em um novo lugar. "Estamos chamando a atenção da população sobre esse embargo judicial à lei. Estamos vendo de que forma podemos nos manifestar contra esse descaso da Justiça, que decidiu em favor dos empresários do transporte de passageiros", declarou
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Consumidores reclamam de água suja antes interrupção



Uma água de aparência barrenta e enferrujada. Na manhã de ontem, 27, a reclamação dos residentes de dois dos 25 bairros de Belém que ficaram sem água uma parte do dia no domingo foi a mesma - avisados da falta do produto, quando foram armazenar, perceberam que da torneira saía água suja, imprópria para uso doméstico e consumo. O fornecimento do serviço foi interrompido pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) porque a Rede Celpa instalou a subestação Curió e pela manutenção da subestação da Cosanpa do bairro de São Brás. Para tal ação, foi necessário o desligamento programado na estação de captação da companhia. A medida atingiu cerca de 800 mil pessoas, conforme apontou a estimativa do órgão de abastecimento.

Estava previsto que a água faltaria a partir das 8 horas até, no máximo, as 14 horas. No bairro da Condor, o serviço foi normalizado antes do previsto, por volta das 10 horas. A costureira Teresinha Barbosa, de 60 anos, reclamou da qualidade. 'Nos preparamos enchendo baldes, mas com líquido que saiu da torneira não era possível preparar o almoço e nem tomar banho. A falta de água é comum aqui neste bairro; ontem mesmo ocorreu durante toda a manhã, com a diferença que não fomos avisados', relatou a moradora. O motorista Renato Brabo, 45, aproveitou o retorno da água para lavar o carro. 'No domingo, é o dia que mais atrapalha, porque fica todo mundo em casa e ninguém pode tomar banho até a água voltar', destacou o morador do Condor.

No bairro do Umarizal, próximo ao canal da travessa 14 de Março, a falta d’água mudou a rotina dos moradores. A empregada doméstica Mônica Santos, 49, providenciava o almoço. 'Não vai dar para fazer comida em casa, vai ser preciso comprar fora. A água, para lavar os pratos, vou pedir para uma vizinha que tem poço', explicou. A aparência da água, amarelada, também chamou a atenção. A aposentada Marlene Siqueira, 70, encheu os baldes nas primeiras horas do domingo, mas as reservas estavam no fim antes das 12 horas. 'A água que sai da torneira é muito suja. Preciso coar para tirar a ferrugem. Como não temos dinheiro para comprar garrafas de água mineral, precisamos fazer tudo com esta que não é boa, até dar para as crianças beber', disse a moradora do bairro.

Blocos animam as ruas de Belém

O carnaval espontâneo das famílias mostra força e alegria

Belém ficou em festa ontem com a alegria dos blocos carnavalescos que brincaram por toda a cidade. Homens, mulheres, idosos, jovens e crianças saíram às ruas para se divertir com folia para todos os gostos. Na avenida Conselheiro Furtado, entre a avenida Alcindo Cacela e a travessa 14 de Março, o samba foi o ritmo escolhido pelos brincantes do grupo formado pelos remanescentes do bloco Mocidade Unidos de Nazaré. A concentração foi em uma passagem com nome sugestivo: Alegre. De lá, eles saíram, durante a tarde, em arrastão, passando pela Conselheiro, rua dos Mundurucus e Alcindo Cacela. Depois fizeram o retorno na praça Dalcídio Jurandir, passaram pela 9 de Janeiro, até retornar à Conselheiro. Cerca de mil pessoas participaram da festa.

Candido Neto, um dos coordenadores do evento, lembra que a Mocidade Unidos de Nazaré já foi campeã do carnaval de bloco de rua na década de 1980. No entanto, o arrastão organizado pelos remanescentes do bloco começou a ser realizado há apenas dois anos. "A participação é sempre excelente. O público da Cremação e dessas áreas do bairro de Nazaré sempre vêm participar com a gente", afirmou Candido. Os organizadores contam com a ajuda de simpatizantes e das comunidades da área para colocar o bloco na rua, além do dinheiro arrecadado com a venda dos abadás. Como já é tradição, a bateria do Rancho Não Posso me Amofiná também marcou presença no evento organizado pela Mocidade de Nazaré. "A finalidade é não deixar morrer a tradição do bloco e engrandecer o Carnaval paraense", declarou Candido Neto.

Com ou sem abada ou fantasia, o público curtiu a festa. A aposentada Elizete Ramos, de 67 anos, saiu de Canudos em direção à passagem Alegre para participar do arrastão. "Venho para cá por causa da seleção das pessoas e porque tem o Rancho, lógico. Pelo que eu vejo esse é um dos melhores blocos que existem em Belém", avalia a aposentada, que se diz uma apaixonada por carnaval. "Ano passado eu saí em quatro escolas. Os filhos já estão todos criados, formados, então eu caio é na bandalheira", declarou.

A dona de casa Margarida Marinho acompanha o bloco da Mocidade de Nazaré todos os anos. "É ótimo porque é bem família. A gente pode brincar à vontade, não tem briga", destacou.

Ritmos - No conjunto Satélite, a festa ficou por conta do bloco Tens Durado. Um trio elétrico posicionado na rua SN 3 animou os brincantes com ritmos variados. Eram tocadas músicas do carnaval tradicional e outros estilos musicais de sucessos como forró, sertanejo, e pop rock. Segundo Idel Canto, coordenador do evento, o bloco existe há seis anos e une entre cinco e sete mil pessoas. Os brincantes começaram a se reunir no início da tarde. "O objetivo do carnaval do bairro do Satélite é justamente valorizar a cultura popular paraense", enfatizou Canto.

Para animar ainda mais a festa, o bloco Tens Durado se uniu aos brincantes de outro bloco, o Porco Assado. A rua SN 3 ficou pequena para tanta agitação. Nem os moradores mais tímidos - aqueles que ficam olhando a movimentação da porta de casa -, ficaram parados. Alguns ainda arriscavam uns passinhos, mesmo que de longe. Mas não foi o caso da cabeleireira Sônia Viana, de 44 anos. Ela não teve vergonha de revelar a alegria que estava sentindo e dançou muito na companhia dos amigos. "Todos os anos eu participo. É muito legal. Isso é uma alegria para nós", declarou Sônia.

O comerciário Aldacir Dias também é presença confirmada nas festas do bloco Tens Durado. Este ano, ele não quis passar despercebido. Pintado de verde e com peruca, ele participou da folia fantasiado de Incrível Hulk. "Eu sou morador daqui e acho que tudo isso é garantia de muita diversão. Muito legal mesmo", comentou Aldacir.

Folia de Ananindeua continuou após problemas

O carnaval do município de Ananindeua, Carnanindeua, foi realizado no sábado e ontem, apesar de problemas com a estrutura das arquibancadas e camarotes, além da falta de pagamento à empresa responsável pela montagem. O Corpo de Bombeiros, na sexta-feira, havia detectado diversas irregularidades na montagem e realizou uma nova vistoria na manhã de sábado para autorizar o evento. Porém, só metade das três mil vagas poderia ser ocupada. Superados os problemas iniciais, não faltaram reclamações sobre insegurança, desorganização e sujeira.

As informações foram confirmadas por telefone pelo soldado Rocha, do Corpo de Bombeiros da Cidade Nova, que entrou em contato com os responsáveis pela vistoria. A Secretaria de Cultura de Ananindeua, em nota, confirmou, apesar de ter reconhecido que foram enviados convites para ocupar as três mil vagas.

Até as 11h de ontem, a avenida Dom Vicente Zico (Arterial 18), onde foi realizado o Carnanindeua, ainda estava cheia de lixo. As arquibancadas e camarotes estavam totalmente montadas, mas só 1.500 lugares foram ocupados. Homens do quartel do Corpo de Bombeiros da Cidade Nova estiveram fiscalizando o evento para evitar a ocupação irregular da arquibancada. Mesmo assim, alguns trabalhadores do carnaval do município ficaram preocupados com as pessoas pulando e dançando sobre as estruturas, que estavam balançando.

O vendedor Charlei Santos, de 34 anos, trabalhou no evento e disse que não sabia dos riscos das arquibancadas. Ele reclamou da sujeira, da falta de organização e da insegurança. "Este Carnaval estava um inferno. Muito desorganizado. A prefeitura não manda mais em nada em Ananindeua. Tampouco liga para a segurança da população. Este ano, que a prefeitura organizou, estava mais fraco que no ano passado, que só uns grupos organizaram quase sozinhos. Teve muita briga e gente armada", criticou.

Outro vendedor, que não quis se identificar, por medo de represálias da prefeitura, também disse não conhecer o problema das arquibancadas, mas garantiu que parte dos lugares não estava ocupada. Nenhum problema com as estruturas foi visto. Viaturas dos Bombeiros estavam no local.

Vendedores devem se licenciar na Secon

Na próxima sexta-feira, começa o carnaval oficial da Prefeitura de Belém. A partir de hoje, os vendedores ambulantes interessados em trabalhar no entorno da Aldeia Amazônica David Miguel - local onde vai ocorrer, durante quatro dias, a programação carnavalesca oficial da capital paraense - deverão fazer o licenciamento junto a Secretaria Municipal de Economia (Secon). O cadastramento será feito a partir das 9 horas, na própria Aldeia Amazônica. Ao todo, serão oferecidas 138 vagas em mais de 15 atividades informais como a venda de churros, pipoca, lanches rápidos, comidas típicas e bebidas (água mineral, refrigerante e água de coco).

A Secon licenciará os trabalhadores informais até a próxima quinta-feira. Os ambulantes interessados devem procurar a Aldeia Amazônica munidos de cópias dos seguintes documentos: carteira de identidade, 1 foto 3x4 e comprovante de residência. Quem for manipular alimentos também deve apresentar as carteiras de Saúde, expedida em qualquer unidade de saúde do município e de Manipulação de Alimentos, fornecida pelo Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (Devisa/Sesma). O valor mínimo da taxa de licenciamento é de R$ 30,00 e o máximo, R$ 150,00.

Nos dias de folia, a fiscalização coibirá a venda de churrasco na brasa, porque coloca em risco a vida dos brincantes. Também será proibida a comercialização de bebida alcoólica, exceto nos casos em que a barraca esteja devidamente licenciada pelo órgão fiscalizador. Os pontos de vendas autorizados devem preferir as latas, pois os demais recipientes serão proibidos. Ainda na Ooperação Carnaval, a Secon continuará fiscalizando o comércio de mídia pirata, por tratar-se de uma contravenção. Aproximadamente 50 fiscais, distribuídos em três turnos, trabalharão na capital paraense.

A Secretaria Municipal de Economia informa que não será permitida a ocupação indevida de calçadas, por proprietários de estabelecimentos comerciais, ao longo da avenida Pedro Miranda. Da mesma forma, será proibida a instalação de material publicitário irregular de qualquer natureza. "Quem for pego em uma dessas infrações, pode ter o equipamento e o material apreendidos", alerta a diretora de Vias Públicas da Secon, Celina Oliveira.

Quem É Mole Não Entra aposta nas marchinhas

Do bairro da Condor saiu um dos mais animados blocos carnavalescos da cidade. O Quem É Mole Não Entra não deixou ninguém parado. Cerca de duas mil pessoas percorreram a travessa Padre Eutíquio, rua São Miguel, Apinajés e Alcindo Cacela, retornando pela Padre Eutíquio. Ao som das antigas marchinhas de carnaval, tocada por uma banda posicionada em cima de um caminhão, os brincantes fizeram a festa exibindo as suas originais fantasias. "A gente não usa música de carnaval porque a gente quer resgatar os antigos carnavais. O lema aqui é ‘Fora abadá!’, não somos baianos", declarou Carmem Valente, uma das organizadoras do evento.

Neste Carnaval, o bloco, que existe há sete anos, levou para as ruas o tema "Não dê mole para a aids", com o objetivo de incentivar a população a usar a camisinha como forma de prevenção da doença. Durante a festa, dois mil preservativos foram distribuídos. "Esse é um bloco família. Aqui tem avós, filhos e netos", afirmou Carmem.

A organizadora do evento estava certa. Dona Nira Pompeu, por exemplo, sempre participou da festa. Mas, pela primeira vez, ela resolveu aproveitar ainda mais a folia e ir fantasiada. Nira caprichou no visual, escolhendo algo bem original. "Sou uma espanhola com 76 anos", diz a senhora, com sua saia vermelha comprida e o leque na mão. "Vale a pena vir, pelo esforço da comunidade, uma vez que não temos apoio financeiro de ninguém. Além disso, eu me divirto muito", afirmou a aposentada, que participou do bloco na companhia do filho Wil, de 45 anos, e do neto Vinício, de 11 anos.

Warder Márcio Rendeiro, funcionário público de 36 anos, também sempre marcou presença no animado bloco de carnaval Quem É Mole Não Entra.

Para mostrar que a folia é mesmo familiar, neste ano, além do filho Wendel, de um ano e oito meses, Warder levou também a esposa, Rosileve Lopes, de 36 anos, que está grávida. "Isso está se tornando uma parte cultural do bairro da Condor. É importante a participação da comunidade, que está resgatando as antigas marchinhas de carnaval e, com isso, traz muitas famílias", disse Márcio Rendeiro.

Cassinos poderão ser permitidos na Amazônia e Pantanal



A exploração de cassinos poderá ser permitida em hotéis da Região Amazônica e do Pantanal. É o que propõe projeto de lei apresentado no início deste ano e que está aguardando a designação de um relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que deve se reunir na próxima quarta-feira, 23. A autorização engloba os estados do Acre, do Amapá, do Amazonas, do Maranhão, do Mato Grosso, doMato Grosso do Sul, do Pará, de Rondônia,e do tocantins.

Segundo o autor da proposta, senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), o objetivo é dotar essas regiões de mecanismos capazes de promover o desenvolvimento e minimizar as desigualdades sociais."O funcionamento dos cassinos é fator de desenvolvimento em qualquer parte do mundo e a autorização de funcionamento na região pretendida reveste-se de maior importância à medida que também é um mecanismo de estímulo ao grande potencial da região, que é ecoturismo", assinala o senador por Roraima. Ele explica ainda que o fluxo de turistas terá como ênfase a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, promovendo, por outro lado, geração de empregos. Após análise da CCJ, a proposta será examinada pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e, em seguida, terminativamenteÉ aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Turistas
Na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), tramita outro projeto de lei apresentado por Mozarildo que é, segundo a assessoria do parlamentar, um complemento ao que permite a exploração de cassinos na Região Amazônica e no Pantanal. A proposta (PLS 13/11) dispensa o visto de turistas estrangeiros para as visitas a essas regiões, desde que a viagem seja de até 15 dias. Na justificativa, Mozarildo explica que o objetivo é incrementar o fluxo turístico nos estados dessas duas regiões. A exigência de visto, muitas vezes, é considerada um obstáculo para os potenciais turistas que buscam alternativas em outros países para o turismo ecológico" argumenta Mozarildo. O projeto está na CRE e em seguida, será designado um relator na comissão.

Jogos de azar
Os cassinos foram proibidos no Brasil em 1946 pelo presidente Eurico Gaspar Dutra (Decreto-lei 9.215/46), sob o argumento de que os jogos de azar atentavam contra os princípios morais.
A atividade de exploração desses jogos vinha desde o Império, mas foi proibida em 1917. A proibição foi suspensa em 1934, pelo presidente Getúlio Vargas, e restabelecida por Dutra em 1946. Nesse período em que os jogos de azar estiveram liberados, multiplicaram-se os cassinos no país.
Atualmente, apostas em jogos só podem ser feitas no âmbito das loterias oficiais. No entanto, os navios que possuem cassinos podem aportar no Brasil, e seus passageiros, quando fora das águas territoriais, podem jogar.

Árvores da Almirante e Conselheiro são podadas

A operação especial de podagem de árvores nas principais ruas e avenidas da capital paraense continuou, no sábado e domingo, na avenida Almirante Barroso, no trecho entre as Avenidas Antonio Baena e Ceará, e também na avenida Conselheiro Furtado, entre a travessa Quintino Bocaiúva e avenida Serzedelo Corrêa, respectivamente. Cerca de 90 pessoas trabalharam na ação.

A ação, que é realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), tem como objetivo prevenir a queda dos vegetais neste período do ano de fortes chuvas, retirar galhos secos e comprometidos, retirar ervas de passarinho, além de dar maior visibilidade a semáforos, placas de sinalização e luminárias, que muitas vezes acabam encobertos por galhos e folhas.

Para realizar a operação, a Semma conta com a parceria das secretarias municipais de Saneamento (Sesan) e
Urbanismo (Seurb), Guarda Municipal de Belém (GMB), Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel) e Celpa. (Diário do Pará)

Balança paraense registra crescimento de 87%



O saldo da balança comercial paraense fechou janeiro com uma variação positiva de 87%. Enquanto que em 2010 o valor do saldo ficou em US$ 549 milhões, no início deste ano foi de US$ 1.027 bilhão. O bom desempenho da economia paraense só perde para Minas Gerais. O Estado da região sudeste ficou em primeiro entre aqueles com melhor saldo, US$ 1.847 bilhão. As informações são da Federação das Indústrias do Estado do Pará - Fiepa.

De acordo com a Balança Comercial do Estado do Pará, divulgada nesta sexta-feira, 25, pelo Centro Internacional de Negócios (CIN-Fiepa), a economia paraense recuperou o fôlego e apresentou, no primeiro mês de 2011, resultado melhor que o desempenho nacional. Enquanto que as exportações brasileiras registraram variação de 34,58%, as vendas paraenses para o comércio internacional bateram uma variação de 73%.

Além do minério de ferro bruto, que registrou variação de 143% na comparação de janeiro deste ano com o mesmo mês de 2010, a comercialização: de couro e peles (508%); de camarões congelados (431%); do ferro-gusa (98%) e da carne de bovinos (58%), alavancou as exportações paraenses.

O principal destino das exportações paraenses continua sendo a China. O tigre asiático aumento em 64% as compras de produtos paraenses, na comparação deste ano com janeiro de 2010. Atrás da China, que registrou um valor exportado de US$ 333 milhões - sendo mais de 90% desse total referente às vendas do minério de ferro - ficaram o Japão, Estados Unidos, Coréia do Sul e Alemanha. (DOL)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Novas viaturas e lanchas reforçam policiamento no estado



Dez lanchas e 12 veículos foram repassados pelo governo do Estado a unidades policiais do interior, na manhã desta quarta-feira (23). A entrega foi feita pelo delegado geral de Polícia Civil, Nilton Atayde, na Divisão de Transportes da Polícia Civil, situada ao lado da Seccional Urbana da Cidade Nova, em Ananindeua, município da Região Metropolitana de Belém. A aquisição é resultado de convênio firmado com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça.

As embarcações serão utilizadas em ações de patrulhamento fluvial em municípios cujo transporte é feito principalmente pelos rios, enquanto os veículos atenderão as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs).

As lanchas, que têm motor de 40 HP e capacidade para seis pessoas, serão enviadas aos municípios de Abaetetuba, Cametá, Afuá, Chaves, Altamira, Breves, Juruti, Soure, Limoeiro do Ajuru e Tucuruí. Já as viaturas foram entregues às Delegacias da Mulher de Santarém, Marabá, Belém, Parauapebas, Itaituba, Castanhal, Breves, Paragominas, Redenção, Altamira e Tucuruí.

As embarcações atenderão as necessidades de municípios de regiões como o Arquipélago do Marajó e o Baixo Tocantins, onde há um grande número de ilhas, o que exige um trabalho de policiamento mais intensivo, principalmente na prevenção aos crimes fluviais.

As viaturas servirão às atividades de Polícia Judiciária voltadas à prevenção e ao combate aos crimes contra a mulher. A delegada Juliana Cavalcante, de Tucuruí, destacou a importância da nova viatura para agilizar a resposta do poder público às demandas da sociedade.

Participaram da solenidade o diretor de Polícia do Interior, delegado Silvio Maués; o diretor administrativo da Polícia Civil, delegado Edilberto Santos, e superintendentes da Polícia Civil na região de Breves, Marcelo Luz; de Abaetetuba, Socorro Bezerra; de Soure, Felipe Schmidt, e os diretores da Seccional de Tucuruí, Carlos Magalhães, e da Delegacia da Mulher de Tucuruí, Juliana Cavalcante.


Walrimar Santos - Polícia Civil

Acidente da TRIP em Altamira


Uma aeronave da TRIP Linhas Aéreas se acidentou no aeroporto de Altamira no final da tarde do dia 22/02, em Altamira. A aeronave, que vinha de Belém com destino final Manaus, ultrapassou os limites da pista do aeroporto, pois não conseguiu parar devido à um defeito em um dos trens de pouso da aeronave, que sofreu graves avarias, houve perda total do motor da aeronave, e um dos 48 passageiros a bordo saiu levemente ferido com a quebra do acrílico da janela da aeronave após colisão da mesma com a hélice, que se soltou.

A pista do aeroporto ficou fechada por algumas horas e liberada parcialmente para que as operações no aeroporto não sejam integralmente suspensas, técnicos da TRIP já foram à Altamira para verificar a situação da aeronave.

Blog Metrópole Recomeçando

É com imenso prazer, que depois de alguns problemas pessoais, eu anuncio o recomeço das postagens do nosso blog, nosso porque quem faz é você, que ama esta linda terra e esta linda metrópole na imensidão da floresta amazônica, que é Belém, vamos compartilhar a alegria de trazer cada novidade voltada ao Pará.

Vamos abranger notícias que vão da água ao vinho; aviação, política, infraestrutura e muito mais, espero que nosso novo formato de postagens o agrade de tal forma que você possa ser um de nossos fiéis leitores.

É com muita gratidão que a partir de agora, com força total, reabriremos o Metrópole Pará.